Equipe que terminou o primeiro torneio de VALORANT chancelado pela Riot Games no Brasil, o Gamers Club Ultimate 1, a Nimo oNe é uma das participantes do First Strike nacional, torneio que começará a ser disputado a partir do dia 3. Nesta quarta-feira (2), VALORANT Zone contará a história dos Golden Boys.
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Counter-Strike: Global Offensive e Fortnite são as modalidades que “deram origem” aos integrantes da Nimo oNe. Uma curiosidade sobre a equipe é que parte do elenco reside em Brasília, no Distrito Federal.
ORIGEM DA EQUIPE
Segundo Gabriel “cpx” Cruz, ainda não representando a organização dourada, a equipe foi criada nas filas ranqueadas após os jogadores se enfrentarem ou serem companheiros de equipe. A escalação, com tudo, era um pouco diferente da contratada pela Nimo oNe em julho.
“Era eu, ntk, o champzera, o bigas e o hAax. Eu reconheci o ntk no VALORANT, já tinha jogado pug com o champzera e o bigas. O hAax eu já tinha jogado mais vezes. Eles me chamaram para o time e acabou que deu uma liga porque eram pessoas que sabiam jogar o jogo“, conta cpx.
A entrada de Gabriel “qck” Lima aconteceu também antes dos jogadores se tornarem Golden Boys, com o jovem de 17 anos sendo uma aposta de cpx: “Eu que chamei o qck para o time. Eu e o ntk meio que estávamos fechado com ele porque jogávamos o dia todo com o qck e acabamos chamando ele para o time“.
INÍCIO METEÓRICO
O início da Nimo oNe no cenário nacional foi meteórico. De equipe desconhecida para a comunidade, a equipe passou a ser a vice-campeã do primeiro VALORANT Ignition Series. Resultado o qual, de acordo com ntk, não surpreendeu porque todos sabiam do potencial do time.
“A gente sabia do potencial da nossa line, ainda mais quando colocamos o qck. A gente foi um time que deu liga. Estávamos nos preparando muito. Sabíamos do nosso potencial e que o cenário era muito novo“, opina.
No torneio em questão a Nimo oNe começou perdendo para a Gamelanders, mas conseguiu se recompor na repescagem da chave de grupos e, com muita resiliência, chegar na decisão, onde lá voltou a perder para o algoz da estreia.
Mas não só a campanhar surpreendeu os espectadores. No duelo contra VINCIT, valendo a segunda vaga do Grupo B para o mata-mata, a Nimo oNe teve que superar o problema “extracampo” que quase tirou o time do torneio.
“O que mais elevou a moral do time foi a vitória contra a VINCIT. A luz do ntk caiu e não tínhamos o que fazer. Ele foi jogar na casa de um amigo nosso. A gente teve que ter uma resilência absurda naquele dia porque estávamos perdendo o jogo, a luz caiu e não sabíamos se ele ia conseguir voltar“, lembra cpx.
O jogador admite que a equipe temeu esse problema causar a eliminação da equipe, mas revela que ficou o tempo todo trabalhando para a confiança dos companheiros não cair: “O tempo todo eu falava ‘galera, relaxa. Mesmo se jogarmos com quatro, a gente vai ganhar isso daqui”. E estava todo mundo no hype. Na hora que o ntk sentou no PC, falei ‘ganha. Ninguém tira isso da gente mais'”.
DEMAIS RESULTADOS EXPRESSIVOS
Mas o Gamers Club Ultimate 1 não foi o único torneio no qual a Nimo oNe conseguiu chegar na decisão.
No mês seguinte ao vice-campeonato no Ignition Series, os Golden Boys foram campeões da segunda etapa do VALORANT Zone Invitational após vitória sobre Team Vikings na decisão. Esse resultado classificou o time para a super final, a qual acabou ficando com o vice após derrota pra Terror.net (atual B4).
Em setembro veio a terceira medalha de prata em grandes competições. Na OnFire Cup, após conseguir a melhor campanha na etapa classificatória, a Nimo oNe não foi capaz de bater a Fusion Fraggers (atual Vorax Fusion) no confronto valendo o título.
MUDANÇAS INESPERADAS E QUEDA
Passado a OnFire, a Nimo oNe voltou a surpreender a todos, mas agora com mudanças nas escalações, que de certa forma impactaram na evolução do time.
A primeira delas foi a saída de João “bigas” Pedro, que de acordo com o cpx aconteceu porque o time sentiu uma estagnação: “Tentamos muita coisa. Estávamos meio que estagnados, parados. Não é questão de qualidade de jogadores, mas sim perfil. Precisávamos de um cara que desse uma cara mais agressiva ao time“.
A saída do jogador acabou trazedo Brenno “ZaPy” Roberto para o elenco, que disputou a seletiva fechada para o Gamers Club Ultimate 2 mesmo ainda não oficializado.
Ainda segundo cpx, a mudança foi pensada antes do classificatório porque o objetivo da Nimo oNe era não só se classificar, mas vencer o Ignition Series. “Era melhor fazer agora porque, do jeito que tá, a gente não vai chegar. Tínhamos essa noção“.
Já a saída de qck é classificada pelo IGL dos Golden Boys como “inesperada”. Cpx deixa claro que a mudança foi decisão do próprio ex-companheiro e que respeitou a opção tomada pelo atleta, apesar de ter tentado convencê-lo a ficar.
Com isso, a Nimo oNe precisou procurar um novo quinto jogador. A escolha foi por Henrique “Maverick” Tozatto, que era um dos jogadores que já estavam na mira dos Golden Boys.
“O MK, por ter falado que queria jogar conosco e ter largado uma proposta para jogar com a gente, foi o diferencial. É um cara que tem muita experiência. Ele soma muito ao time dentro e fora do jogo, além de ser decisivo dentro do jogo. Sabemos que, quando precisarmos dele, ele vai estar ali“, aponta.
DE VOLTA AOS TRILHOS
A classificação da Nimo oNe para o First Strike coloca a equipe de volta aos trilhos e reafirma como uma das melhores do Brasil
Olhando por todo o caminho percorrido pelo time até o momento, ntk vê os Golden Boys muito mais forte atualmente. Categórico, o jogador afirma que ao conquistar a vaga a Nimo oNe atingiu o primeiro dos objetivos traçados.
NIMO ONE DENTRO DO SERVIDOR
Segundo as estatísticas do vlr, Bind é, de longe, o mapa no qual a Nimo oNe tem o melhor aproveitamento: 79% conquistados em 19 partidas, com 15 vitórias e quatro derrotas. Na sequência, 58% em Split (7v e 5d), 55% na Haven (12v e 10d) e 50% (10v e 10d)
Em questão aos agentes mais usados, Nimo oNe se mostra uma equipe eclética, variando bastane as composições pelos mapas. Mas, geralmente, a base é formada por Cypher, Omen e mais recentemente Breach.

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