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Especial

Caminho ao First Strike: a história da paiN Gaming

Saiba tudo sobre a equipe que venceu o último VALORANT Ignition Series no Brasil

Arte por VALORANT Zone

Caminho ao First Strike: a história da paiN Gaming

A etapa final do First Strike brasileiro acontece entre os dias 3 e 6 de dezembro, distribuindo R$ 200 mil de premiação total. Por conta disso, o VALORANT Zone inicia nesta sexta-feira (27) uma série especial sobre os oito times participantes.

A primeira história a ser contada é a da paiN Gaming. Após um começo devagar e sem muitos resultados positivos, a equipe surpreendeu todos com o título da Gamers Club Ultimate 2 – válido pela Série Ignição -, disputada em setembro. Desde então, desponta como um dos principais times do cenário brasileiro.

No entanto, a história do quinteto começa muito antes do VALORANT. Para contar um pouco dessa trajetória, o VALORANT Zone conversou com Murillo “murizzz” Tuchtenhagen e Vitor “Kon4n” Hugo.

OVERWATCH + CS:GO

O capitão, Pedro “ole” Orlandini e André “Txozin” Saidel eram jogadores profissionais de Overwatch, apresentando performances e resultados expressivos.

Murizzz e ole, companheiros de longa data, foram tricampeões do Overwatch Contenders da América do Sul e – junto de Txozin – representaram o Brasil na Copa do Mundo de Overwatch, em 2019.

No entanto, a insatisfação deles aumentou com a forma que a Blizzard estava trabalhando com o o competitivo do Overwatch nos últimos anos, impactando no declínio constante de espectadores e falta de investimento. Além disso, o nome da Riot Games foi um dos fatores da mudança.

(Overwatch) Dava um dinheiro bacana, mas era um lugar que você não tinha perspectiva de crescer e com certeza vem do nome da Riot. Então (foi uma mudança) com total confiança na Riot e que o jogo iria ter um competitivo bem estruturado“, disse murizzz.

murizzz defendendo a Seleção brasileira na Copa do Mundo de Overwatch Foto: Divulgação/Blizzard

As duas peças que faltavam vieram diretamente do CS:GO. Matheus “matheuzin” Brito e Vitor “Kon4n” Hugo seguiam carreira no FPS da Valve e conseguiram um certo reconhecimento no cenário nacional. A porta de entrada foi com a tag Segura o Boné, disputando Liga Dell, Brazil Premier League e outros torneios de renome.

A dupla chamou atenção e foi contratada pela Uppercut; lá, eles atingiram o auge ao disputarem duas temporadas do Campeonato Brasileiro de CS:GO (CBCS), com transmissão dos canais SporTV

Posteriormente, a Uppercut foi comprada pela FURIA e os jogadores ficaram free agents. Essa decisão motivou uma busca por novos ares e apostaram no VALORANT.

Além dos players, o time adicionou Carlos “CeV” Pincato para a função de coach. Cev é mais um oriundo do Counter Strike, com passagens por INTZ e, mais recentemente, Redemption.

CAGE TRIGGERED

Porém, os seis integrantes do atual elenco não estão desde o começo juntos. Os integrantes do Overwatch se juntaram aos jogadores Leandro “frz” Gomes e Matheus “bzkA” Tarasconi ainda na fase beta do jogo.

Representando a tag Cage Triggered, eles foram convidados para jogar a primeira edição da Copa Rakin e terminaram na terceira colocação.

No entanto, murizzz detectou que o time precisava de jogadores com experiência no CS:GO. Então o projeto da Cage Triggered foi pausado e foi aí que os nomes de matheuzin e kon4n apareceram.

O matheuzin me chamou, a gente conversou, porque já tínhamos treinado juntos algumas vezes. Foi questão de um treino e clicamos muito. Eu sabia que era aqueles caras que eu queria para fazer a base da equipe.

TRAJETÓRIA 

Com o elenco formado, o time começou a treinar visando os futuros campeonatos. O primeiro grande desafio foi justamente o Gamers Club Ultimate 1, realizada em julho. A expectativa era grande, afinal murizzz e ole haviam sido anunciados pela paiN um mês antes.

Contudo, os resultados não aconteceram como o previsto e a equipe acabou sendo eliminada pela FULL CS na segunda rodada da seletiva do torneio. Apesar da frustração, o torneio mostrou lições do que não deveria ser feito futuramente.

Acho que foi o clique que tivemos, porque a gente viu que fazia muita coisa que não deveria fazer. Foi o tempo que conseguimos mais treinar. A gente se colocou no nosso lugar. Estávamos atrás e tínhamos que lutar para chegar lá na frente. Foi o maior aprendizado”, argumentou Kon4n.

Kon4n jogando pela Uppercut no CS:GO Foto: Rafael Veiga/DRAFT5

O time disputou a primeira edição do VALORANT Zone Invitational naquele mesmo mês, mas novamente o desempenho ficou aquém do esperado e a desclassificação ocorreu ainda na fase de grupos.

GAMERS CLUB ULTIMATE 2

Após mais algumas classificatórias frustrantes, a redenção chegou em grande estilo no Gamers Club Ultimate 2; a paiN conquistou o título perdendo apenas quatro mapas em 16 disputados. Diferente da primeira edição, os comandados de murizzz não tiveram problemas na classificatória e conquistaram a vaga nos playoffs com duas vitórias consistentes.

O início da fase de grupos foi duro para a NOORG 2.0 – derrotada pela B4 eSports em MD1 e queda para a tabela dos perdedores. De acordo com murizzz, a derrota foi dolorida, mas serviu para faze-lôs acordarem.

Tivemos uma conversa em relação a isso. A gente jogava fazendo nossas plays, executando nossas jogadas e toda vez que saia alguma coisa errada, a gente dava dois passos atrás na rodada seguinte. Então acredito que tiramos uma lição muito boa desse jogo”.

A conversa surtiu efeito, afinal a equipe mostrou o seu melhor jogo na sequência do campeoanto. Após derrotar a Fakezin (atual Vivo Keyd), o time foi em busca da revanche contra a B4 – uma das favoritas ao título – na repescagem da fase de grupos.

O confronto reservou uma grande exibição de murizzz, com 41 eliminações e mais de 177 de ADR (dano por round). A NOORG 2.0 aplicou um 2 a 0 tranquilo e avançou aos playoffs.

Reprodução/vlr.gg

A paiN derrotou a Badarants (atual RED Canids) na semifinal da competição. Já a decisão foi contra a Fusion Fraggers (atual Vorax Fusion) – considerada a grande favorita e o melhor time da região. A Fusion entrou na decisão espancando no primeiro mapa por 13 a 5.

No entanto, o placar e o status de underdog não afetaram os jogadores da paiN. Assim como a história dos cincos players nos esports, o começo difícil e inconstante só aumentou a resiliência deles para conseguir a virada e conquistar o primeiro título no Valorant.

PÓS-TÍTULO DO IGNITIONS SERIES

Tirando um peso das costas e com a confiança lá no alto, a paiN confirmou o status de Tier 1 com o vice-campeonato da Copa Rakin #2. O time chegou na final da competição, superando Team One e RED Canids, mas acabou derrotada pela Gamelanders por 3 a 2.

Kon4n acredita que a falta de preparação devido o pouco tempo foi um dos fatores que contribuíram para a queda na decisão do torneio. murizzz, por sua vez, elogiou a Gamelanders.

Você tem que saber jogar contra eles (Gamelanders). Tem que jogar o jogo deles, principalmente quando está no lado de defesa. Não estávamos 100% preparado contra isso. A Vorax sabe fazer isso muito bem, tanto que venceram a GL na GC Ultimate 2. Tem que saber exatamente o que fazer, então pesou um pouco contra nós.

Reprodução/Liquipedia

AUSÊNCIA DE OLE

Após o vice da Copa Rakin e cair nas quartas de final da Esportsmaker Spike Series, a organização colocou Vinicius “Veroneze” Ribeiro no lugar de Pedro “ole” Orlandini.

Por conta de uma tendinite crônica desde quando competia no Overwatch, o jogador teve que ser afastado para cuidar da própria saúde. Então murizzz encontrou em Veroneze um jogador skillado e com boa cabeça dentro do servidor.

A gente sabia que ele dava muita bala, inclusive perdemos para o time dele na On Fire. Eu sabia que ele passava algumas calls no time dele e provou ter muita cabeça dentro do jogo. Foi meio de última hora, mas foi a melhor opção que a gente tinha e caiu como uma luva.

Vale destacar que a equipe perdeu apenas um jogo desde a entrada de Veroneze. Foram cinco vitórias, sendo quatro no classificatório para o First Strike e uma na Copa brMalls, e uma derrota na noite da última quinta-feira (26) para a Imperial.

TENDÊNCIAS

A escolha dos agentes da paiN é diversificada, com apenas uma exceção. O Cypher, comandado por matheuzin, está sempre confirmado dentro do servidor, independente do adversário e cenário. Na GC Ultimate 2, por exemplo, ele foi pickado em todos mapas disputados (16 contando classificatório e evento principal).

Txozin é encarregado pelos personagens com smoke. A preferência é do Omen, mas Brimstone é escolhido quando a disputa é no mapa Bind. A situação de murizzz era parecida; a primeira opção do jogador era a Jett, mas por vezes aparecia com Raze. Porém o jogador passou a pickar o Sova com a entrada do Veroneze.

Ole era jogador focado em pegar as informações do adversário, principalmente com o Sova. Ele mudava o pick apenas quando o mapa da partida era Split, onde escolhia a Killjoy.

Kon4n pode ser classificado como o coringa da antiga NOORG 2.0. O pick dele sempre vai depender do mapa em questão. Se a partida for na Bind, Phoenix ou Raze vão jogar. Caso ocorra na Haven, Kon4n vai preferir o Breach. O jogador utiliza também a Sage.

O “novato” da equipe é responsável por manejar os duelistas do jogo, com preferência para a Jett. Reyna entra para jogo quando o cenário é Split.

JOGADORESAGENTES
matheuzinCypher
TxozinOmen/Brimstone
murizzzJett/Raze/Sova
OleSova/Killjoy
Kon4nPhoenix/Sage/Breach
VeronezeJett/Reyna/Raze

MAPAS

O Icebox estará elegível pela primeira vez nas finais do First Strike, então obviamente a paiN ainda não possui estatísticas no mapa mais recente da rotação.

A equipe tem um bom retrospecto na Split, com mais de 70% de vitórias. Por conta disso, o mapa é a principal escolha do time nos confrontos MD3. Bind vem sendo o segundo mapa mais jogado pela paiN, seguido de perto pela Ascent. De acordo com os dados do site vlr.gg, o mapa Haven é o menos disputado por eles.

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