Pouco mais de um ano atrás, a Los Grandes, hoje LOS, anunciava sua saída do cenário de VALORANT após a escolha dos times brasileiros que fariam parte das franquias. Em conversa com o VALORANT Zone, Rodrigo Terron, sócio da LOS, apontou o que seria necessário para que a organização voltasse a modalidade.
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Antes, é importante falar que, apesar de não ter sido selecionada para as franquias, a LOS pretendia se manter no cenário. Entretanto, Terron revelou nos meses seguintes que a equipe teria que começar das trincheiras dos classificatórios abertos para conseguir também uma vaga no Challengers do Brasil. Assim, o sócio comenta que um convite para etapa fechada, hoje, seria o mínimo para o retorno.
“Eu acho que a condicionante para a LOS voltar é a gente ser convidado para uma etapa já fechada, se tiver boas equipes lá dentro, né? Então a gente tem que criar algo onde as organizaçõe tem um calendário com no mínimo dois splits, que não sejam aqueles mini splits. Para a gente, é muito trabalho você ter uma equipe competitiva 12 meses dentro da organização que fica mais de seis meses sem jogar”, conta.
Equipes devem se sustentar
Terron ainda continua e diz que a coisa vai além da questão financeira. De acordo com ele, quando entram em uma modalidade, a LOS fez o trabalho necessário para sustentar o investimento. Entretanto, pagar jogadores que não atuam em alto nível não é nada prático.
“O investimento, a gente como organização vai assumir risco financeiro alinhado com o que a gente tem, então se a gente tem esse time lá dentro, é porque a gente consegue pagar ele. Agora se a gente tem esse time e ele não joga é ruim até para eles né?“, analisa o empresário.
Ele finaliza criticando o calendário atual e comparando o VCB com os splits do CBLOL. Terron acredita que o começo de temporada dos times, por padrão, é em um ritmo mais lento, mas no Challengers, a evolução fica prejudicada.
“É péssimo porque esse time ele precisa de mais da metade de um campeonato oficial para chegar no nível de competitividade de jogar para ganhar. E aí automaticamente muita gente vai ter um desempenho ruim. Você pega por exemplo a própria LOUD dentro do CBLOL, que é o melhor time disparado no Brasil. Aí todo começo de split começa mal, porque esfria, o cara não tá jogando aí, ele tem que ir ali esquentando e esquentando esquentando”.
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