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“Não tá morto quem peleia” afirma Larischz após derrota para Vivo Keyd

Jogadora falou sobre a derrota sofrida e também projetou o próximo confronto no Game Changers Series Brasil 1

Divulgação / Riot Games

“Não tá morto quem peleia” afirma Larischz após derrota para Vivo Keyd

Na última quinta-feira (10), a Jaguares acabou sendo derrotada pela Vivo Keyd Athenas em confronto válido pelo Game Changers Series Brasil 1. Depois disso, Lara “Larischz” Peon Gilardoni conversou com o VALORANT Zone, onde passou sua visão sobre a partida.

Após perder na Bind, por 13 x 7, a Jaguares conseguiu uma vitória apertada na Haven por 13 x 11 e, segundo a jogadora, a equipe poderia ter fechado a conta muito antes.

Acredito que o que fez com demorássemos para fechar o segundo mapa foi termos ficado relaxadas. Perdemos muito nos detalhes. A gente podia terminar a Haven muito antes. Se não me engano, fizemos 11 x 7 e a Vivo Keyd quase levou ao Overtime. Está faltando atenção. As vezes pecamos em relaxar quando tem que seguir mantendo o foco para não errar tanto.”

Apesar disso tudo, a equipe não se encontrou na Ascent e acabou derrotada por 13 x 1. Larischz afirma que sua equipe não teve “tempo para analisar o que elas estavam propondo“, já que estavam focadas apenas em seu jogo. Ela ainda completa dizendo que a VK “simplesmente executou o bomb e nada mais.”

Não dominaram o meio, não faziam absolutamente nada que necessitasse de mais atenção, mas demoramos para entrar no jogo. As más decisões dos mapas anteriores nos afetou bastante. Apesar da vitória no segundo mapa, as más decisões e os detalhes foram se acumulando, fazendo com que não entrássemos no jogo na Ascent.”

Um mês atrás, a equipe sofreu uma alteração em sua line-up. Igraine “igs” Sanabio deu lugar para “Ori” que desde então vem jogando com as meninas. Mesmo com a recente mexida, a jogadora acredita no título do Game Changers Series Brasil 1.

Acredito que temos uma grande chance de conquistar esse título. As derrotas nos ensinaram bastante, machucaram bastante. Estamos sempre buscando consertar os erros, conversamos, assistimos as VODs, consertamos e seguimos. Ainda temos chances, não está morto quem peleia. Mesmo se estivermos perdendo por 12 x 1 ainda não acabou. Confio muito na minha equipe.”

A próxima partida da Jaguares será diante da Star Horizon e Larischz prevê um jogo muito interessante de se assistir. “A Star é uma equipe forte, respeito muito todas equipes da mesma maneira. Porém, a Stars tem a Consuelo “consu” Rivas, que jogou comigo no CS:GO na minha última equipe, e conheço ela muito bem. Acredito que vai ser um jogo muito parelho, pois elas tem um jogo muito inteligente igual ao nosso. Eu espero que seja um jogaço. Não acredito que vai ser fácil, porque valorizo o trabalho delas. Vai ser muito brigado, vamos tentar dar tudo que temos nesse lower bracket, mas acredito que vai ser um jogaço interessante.”

A jogadora ainda fala que a pressão de jogar no Lower Bracket não afeta a si mesma. Apesar de não saber sobre o resto das suas companheiras, ela explica o porquê disso.

Pessoalmente, nunca sinto pressão. Entro numa espécie de modo zen e entendo que tenho que dar o meu melhor. Depois de tantos anos de competitivo, entendi que tenho que entrar em uma bolha para poder dar o máximo. Não me sinto superior, ou seja, não me sinto nem inferior, nem superior a nenhuma equipe. Não sei o resto das meninas. Valorizo muito o favoritismo, mas realmente sinto que estou enfrentando de igual para igual. Assim, a pressão não me surte efeito.”

Ela ainda comentou sobre o investimento na região LATAM e afirma que no Brasil ela se sente mais confortável para jogar VALORANT. “Sinto que a forma do jogo brasileira é muito mais séria, é muito mais estruturada e se alinha mais com tudo que eu espero do jogo.”

Na sequência, Larischz também diz acreditar que outras jogadoras da região, como consu, Paula “bstrdd” Naguil, da Gamelanders Purple, e Julia “jules” Dominguez, do Cruzeiro, se sintam da mesma forma que ela jogando em equipes do país.

Acredito que fiquem acomodadas, porque tem uma equipe séria, que tem suas ideias. Aqui no LATAM não se tem o apoio e a valorização que se encontra no Brasil para o cenário feminino. Então, pessoalmente, fico encantada em jogar no Brasil e acredito ter sido uma das melhores decisões que tomei e fico contente por elas também. Sei que elas estão se sentindo da mesma forma que eu, plenas e com fome de glórias.”

Finalizando, a jogadora fez uma análise do cenário feminino e comentou sobre o grande investimento que a Riot vem fazendo e apoiando cada vez mais. Para ela, o VALORANT é a melhor escolha para quem quer ingressar no competitivo.

Com toda certeza sim, porque investem no jogo em geral do nosso cenário, coisa que não acontece nos outros jogos. Temos muita consideração e digo sinceramente que se alguém quer viver do esporte eletrônico tem que pensar no investimento do mesmo jogo. Posso ser jogadora de The Sims, mas se não tem campeonatos da modalidade, não tem investimento, não tem consideração nem comunidade feminina, no caso, não serve de nada. A Riot é uma grande investidora de ideias e de futuro, porque se preocupa muito com sua comunidade. Eles sabem bem que se mais gente jogar, mais eles crescem. Então, tendo isso em conta, favorecem os jogadores também.” – finaliza.

O próximo jogo da Jaguares pelo Game Changers será contra a Star Horizon neste sábado (12), às 17h (de Brasília). O VALORANT Zone fará a cobertura dos jogos, através da seção “Campeonatos“.

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