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Especial de Dia das Mães: Entrevista com tayhuhu e Misty

Conversamos com tayhuhu e Misty, que, além de mães, são duas jogadoras de alto nível

Arte / VALORANT Zone

Especial de Dia das Mães: Entrevista com tayhuhu e Misty

Neste domingo, 9 de maio, é comemorado o Dia das Mães e para comemorar essa data especial, o VALORANT Zone entrevistou duas jogadoras de alto nível no cenário brasileiro: Taynah “tayhuhu” Yukimi e Patrícia “Misty” Fonseca.

A rotina de pro player é bem corrida e as jogadoras comentaram como é lidar com essa vida de jogadora profissional de alto nível, disputando os principais eventos do cenário brasileiro, e ao mesmo tempo os cuidados especiais de mãe.

tayhuhu: “É as vezes você tem que jogar com a filha no colo e amamentar, parar os treinos para por comida ou algo do tipo, antes era mais difícil porque ela ainda usava fraldas (kkkkk). Ao mesmo tempo é ver ela torcendo por você e se sentindo com muita vontade de vencer pra dar uns mimos pra ela!”

Misty:Eu inicio minha jornada de trabalho às 8h e encerro às 17h, o que me ajuda bastante é a questão do home office, sistema que utilizo desde 2016. O Nicolas sempre está por perto, me fazendo companhia. Ele é bem tranquilo, gosta de jogar, assistir TV e brincar. Das 17h até às 19h eu fico com ele, faço tudo que precisa ser feito, banho, janta, assistimos alguma coisa juntos e às 19h eu vou treinar com a equipe. O treino vai até 23h e essa hora ele geralmente está dormindo. Antigamente a minha mãe ficava com ele durante os meus treinos e campeonatos, mas agora ele tem 5 anos e é bem tranquilo, eu gosto de ter ele mais por perto também e consigo conciliar tudo muito bem.

ROTINA E MUITO AMOR

E como rotina, existe esse ponto de conciliar treinos e torneios que acontecem. As jogadoras comentaram como são os treinos e como a família ajuda quando chegam os jogos importantes, principalmente com os eventos do circuito Game Changers, que conta com o apoio oficial da Riot Games.

Misty: “A questão dos campeonatos com horários diferentes também não afeta muito, talvez os de fim de semana, quando pega horário de lanche, mas minha mãe sempre dá uma força e ela gosta dos momentos dela com ele também, então se eu precisar muito dela, ela está ali pra ajudar.”

tayhuhu: “Então, eu comecei a competir porque as streams deram certo, então meu marido começou a conseguir me ajudar a conciliar isso, todo tempo livre que tenho fico com minha filha, mas também acabo brincando com ela enquanto treino, apenas em campeonatos que eles me deixam sozinha no quarto, mas realmente é difícil, como streamer e jogadora profissional isso demanda muito tempo, me vejo vendo VOD amamentando ou jogando DM brincando com ela.”

INSPIRAÇÃO

Com mães tão próximas dos jogos, perguntamos como é a relação dos filhos com os jogos e também se eles acabam entrando nesse universo com tanta inspiração vinda da mãe. O mais legal é que eles acabam entrando na dança e são, de longe, os fãs número 1.

tayhuhu:Ela acha muito legal, toda vez que acabo meu trabalho ela fala “deu tchau galela?!”, e muitas vezes pego ela no meu PC tentando jogar (kkkk). Eu sempre joguei com ela desde que ela nasceu, com 1 mês tem ela no meu colo enquanto eu jogava (tinha um travesseiro só pra isso), acho que essa aproximação sempre existiu, desde o útero.”

Misty: “Ele gosta de jogos desde bem novo, mas ainda têm preferência por jogos como Minecraft e Roblox. Eu sempre conto pra ele os resultados dos jogos em campeonatos e ele fica na torcida. A gente mora em uma casa em que todos jogam, minha mãe, meu irmão, minha cunhada (GabiT), eu e o Nicolas. Então ele sempre teve bastante estímulos pra jogar.”

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HISTÓRIA NOS ESPORTS

Também perguntamos como foi o incentivo da família das jogadoras para começar no competitivo. Enquanto Misty começou no CS:GO lá em 2012, tayhuhu tem um histórico competitivo no Point Blank desde 2014.

Misty: “Eu jogo desde bem pequena, minha família era daquelas que dividia o computador e a gente tinha que esperar nossa vez e a minha mãe estava sempre na fila. Eu só comecei a competir em 2012, no CS:GO, mas eu comecei a levar mais a sério os jogos depois que eu tive o Nicolas, mais especificamente quando eu fui para a minha primeira lan, em 2017, naquele momento eu tive certeza que eu não deveria largar mais o competitivo. A minha família nunca foi de se intrometer nas minhas decisões e acredito que o fato de eu ter um trabalho que sempre conciliei com o universo competitivo nos esports os deixava bem tranquilos. O meu pai não entende nada de jogos, mas já acompanhou uma transmissão quando joguei a ESL Arena. A minha mãe acompanha mais nos bastidores, ela diz que fica muito nervosa pra assistir (hahaha).”

tayhuhu: “Comecei em 2014 mas quando engravidei parei, voltei só quando o VALORANT nasceu! Meu pai sempre me apoiou muito e meu marido já foi jogador profissional, então sabe como funciona em tudo mas o restante da família não aceitava isso como trabalho, hoje aceitam. Mas eu realmente nunca me importei muito com o que falavam, com certeza afeta muito eles me olharem com maus olhos quando eu estava tentando sem vencer nada, mas no fim a vida é assim, só te apoiam quando dá certo, porque quando não está dando só sabem criticar.”

FUTURO NO VALORANT

Por fim, perguntamos quais serão os passos das jogadoras no futuro. Enquanto tayhuhu segue com a tag Fire Angels, que está com 80 pontos no Protocolo Gêneses e busca uma organização, Misty joga pela Number Six, que foi uma das convidadas diretas do torneio Rivals Women’s Cup.

tayhuhu: “Temos uma boa relação com a INTZ, eles vão deixar os pontos conosco, e vamos seguir em frente com outra organização. Nosso foco é nossa evolução e precisamos de uma empresa que nos apoie nisso.”

Misty: “Nós estamos sempre em processo de readaptação, fizemos apenas uma substituição desde o começo do time, mas acabamos perdendo várias jogadoras para outras equipes que tinham contratos ou projetos em andamento. Com isso, estamos trabalhando em ter uma estrutura sólida no momento, pegar teamplay, melhorar comunicação, essas coisas mais básicas. Sobre propostas a gente ainda não tem nada assinado com organizações, apenas tivemos algumas conversas com uma organização e foi bem interessante, mas por enquanto só isso.”

Acompanhe e apoie o trabalho das jogadoras Patrícia “Misty” Fonseca e Taynah “tayhuhu” Yukimi por meio das redes sociais.

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