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Direto ao Ponto

Direto ao Ponto #1 – Vorax favorita, SLICK underdog: o Power Ranking da 1ª fase do Challenters Brasil

Na primeira edição da coluna, editor-chefe do VZone analisa as forças dos participantes do VCB

A temporada competitiva 2021 do VALORANT brasileiro começa, verdadeiramente, neste sábado (30), com o início da 1ª fase do VALORANT Challengers Brasil (VCB), o torneio que abre o circuito criado pela Riot Games para este ano, o VALORANT Champions Tour.

A competição chega com um clima totalmente diferente do First Strike visto que, diferente do presencial, temos participantes sem organizações, novas equipes tendo a sonhada oportunidade de se provar em um campeonato oficial, a incógnita de qual time começará 2021 sentado no “trono” do melhor do Brasil e a alta expectativa para a primeira aparição da FURIA em um torneio.

Levando em consideração tudo o que já vimos nesses poucos mais de seis meses no cenário brasileiro, como conquistas coletivas e individuais, especialmente nesse início de temporada, elaborei para o Direto ao Ponto o Power Ranking do 1º VCB.

8 – SLICK

Todo campeonato tem seu underdog e não seria diferente no Challengers Brasil. Nessa 1ª fase, este posto é ocupado pela SLICK, a equipe que menos tem a perder na competição e a que mais pode surpreender caso os adversários cometam o pecado de a subestimarem.

Trata-se do time liderado por Hernan “hastad” Klingler e que se apresenta como uma incógnita visto as poucas apresentações feitas no competitivo até o momento. Tirando a seletiva, a outra aparição do time foi no Chroma Cup, campeonato no qual caiu nas oitavas de final para Mark Five.

Analisando o elenco de forma individual, não há como negar que a SLICK possui bons nomes: hastad, que, por mais que ainda não tenha conquistado nada de expressivo, fez barulho em 2020; Victor “BLD” Junqueira, participante do primeiro Gamers Club Ultimate pela Falkol, e o ex-Team oNe Lucas “ntk” Martins, eleito pelo VALORANT Zone o 8º melhor jogador no Brasil em 2020.

ntk foi o 8º melhor jogador no Brasil em 2020 | Bruno Alvares / Riot Games

Por conta disso, no papel, a equipe se mostra promissora e é vista por parte da comunidade com potencial para se tornar uma das principais do país. Tal feito, contudo, só se realizará caso os integrantes do time consigam, pela SLICK, repetir o que fizeram junto dos times anteriores.

A depedência das boas atuações de ntk e a falta de uma “carta na manga” para o caso da Raze de hastad ser anulada pelo time adverário, são os principais pontos fracos desse time.

A equipe terá pela frente nada mais, nada menos que a Vorax Fusion pela frente na estreia da competição, equipe que vem sendo considerada a principal favorita a uma das quatro vagas para o próximo VCB e que entra no torneio mordida tropeço sofrido na seletiva do Ultimasters AOC e pelo fato de não ter disputado o grande torneio da temporada passada, o First Strike.

Argentina Hernan “hastad” Klingler
Brazil Victor “BLD” Junqueira
Brazil Lucas “ntk” Martins
Brazil André “DiMAS” Dimas
Brazil Rafael “mnd” Mendes

Vencer a Vorax em uma MD1 não é uma tarefa impossível, como mostrou a open contract no classificatório do torneio da Gaming Culture. Mas, para isto, a SLICK não poderá repetir os erros cometidos diante a Mark Five e saber, como ninguém, anular as forças do adversário, como por exemplo não menosprezar a Split de Hiago “delevingne” Baldi e companhia.

7 – SQUAD5

SQUAD (S5) é outra participante que se formou recentemente e, nos poucos compromissos que cumpriu neste início de ano, não é errado dizer que a equipe obteve relativo sucesso já que, na sequência, conseguiu Top 8 no D2E Series Brazil, a classificação para o VCB e o título do Chroma Cup. O único insucesso aconteceu no Ultimasters AOC.

Neste time estão jogadores que, em 2020, fizeram boas campanhas com os antigos times, como Matheus “fra” Fragoso e Matheus “DeNaro” Hipólito, que, juntos, jogaram o Ultimate 1 pela VINCIT, Gabriel “gaabx” Carli, participante do Ultimate 2 pela No2b, e Wallacy “prozin” Sales, semifinalista no mesmo torneio pela BADARANTS.

prozin vem sendo um dos destaques do time Red Zero / Agência X5

O sucesso obtido nos poucos torneios que disputou mostra que a equipe tem potencial para alcançar os degraus mais altos do cenário. Para isto, contudo, S5 precisará fazer contra os gigantes o mesmo que fez contra os times de menos expressão nesse mês de janeiro.

Até o momento a equipe só teve uma oportunidade de enfrentar um time considerado do Tier 1: Havan Liberty, participante do First Strike o qual bateu sem dificuldades na seletiva para o VCB. Esses poucos encontros que teve com os grandes do cenário podem fazer a diferença, negativamente, já que a S5 não conseguiu testar o próprio estilo de jogo contra eles e, assim, não ter tempo para bolar outras estratégias. Além disso, o quinteto também mostrou certa inconstância contra adversários do mesmo nível.

Brazil Michel “fooX” Felype
Brazil Matheus “fra” Fragoso
Brazil Matheus “DeNaro” Hipólito
Brazil Gabriel “gaabx” Carli
Brazil Wallacy “prozin” Sales

A SQUAD5 terá pela frente na rodada inaugural a DELIRAWOWZIK, equipe para a qual perdeu no D2E Series Brazil nas quartas de final. Derrota esta que, de um todo, não é ruim tendo em vista que a S5 conta com jogadores experientes e que sabem aprender as lições que se apresentam para eles, conseguindo assim entender quais pontos falharam e aprender counterar a força do inimigo.

6 – Galaxy Carrots

O Challengers Brasil é o primeiro torneio para o qual a Galaxy conseguiu se classificar. Tentativas não faltaram em 2020, com a equipe marcando presença nas seletivas fechadas de Gamers Club Ultimate 2 e First Strike. As tão sonhadas vagas não vieram por conta de derrotas para Black Dragons e Gamelanders, respectivamente.

O resultado mais expressivo obtido pelo time em uma importante competição nacional foi o Top 8 do Spike Series, disputado em outubro passado e que contou com algumas das principais equipes, como paiN Gaming e Bottom Fraggers (atual Vorax Fusion), que foi a campeã. Fora isso, teve um Top 4 na Copa Vale, de menor expressão, e vice-campeonato no The Champions Masters #2, semanal.

Além da seletiva para o Challengers, a Galaxy Carrots fez aparições também nos classificatório para o Ultimasters AOC, para o qual não se classificou, e o Chroma Cup, no qual acabou caindo para a RED Canids Kalunga na Rodada 3.

O que pode prejudicar o time foi a emergencial mudança que precisou realizar, com a saída de axeddy e entrada de Jose “Enjoy” Castro

Brazil Jose “Enjoy” Castro
Brazil Fernando “Doublé” Grazioli
Brazil Kauã “Tisora” Martins
Brazil Lucas “potí” Poti
Brazil Vinicius “zakkv” Souza

Como é um time que, diferente dos demais participantes VCB, não possui nomes badalados, parte da comunidade pode não dar muito pela Galaxy. Mas se engana aquele que pensa que o quinteto não tem qualidades. Trata-se de um elenco que compete junto há bastante tempo, tem experiência em lidar com gigantes do cenário e resilência após as diversas bolas na trave que deu nos classificatórios.

Estar no VCB, por si só, é um enorme feito para o time, mas a Galaxy anseia pelo topo do torneio. Contudo, para isto, precisará realizar o que ainda não conseguiu: vencer as equipes do Tier 1 ou que estão na porta do mesmo.

Na estreia do Challengers, Galaxy terá pela frente a FURIA, que foi algoz da Gamelanders na seletiva. É uma bela oportunidade para mostrar à comunidade que é, sim, uma grande equipe. Para isto basta ter traçado uma boa estratégia para lidar com os bons nomes presentes no elenco adversário.

5 – DELIRAWOWZIK

DELIRAWOWZIKA é uma tag que nasceu no Counter-Strike e que apareceu no VALORANT por conta da vinda de dois dos cabeças do time para o FPS da Riot: Bruno “BRN” Miranda e Vinícius “FLUYR” Menegatti. Na nova modalidade, separados e juntos, os jogadores já conseguiram bons resultados em torneios importantes.

A DELIRA, em setembro passado, terminou o Evolution Tournament Brazil em 5º/6º lugar. Na sequência, foi eliminada nas oitavas do Spike Series e, só porque perdeu para Havan Liberty, não conseguiu a tão sonhada vaga para o First Strike

O time sofreu mudanças para esta temporada, com as entradas de Olavo “heat” Marcelo e Gabriel “rhamurti” Rhamurti, e o sucesso veio rápido com o título da D2E Series Brasil, a classificação para o VCB e o Top 4 no Chroma Cup.

heat vem sendo a estrela do time | Rafael Veiga / DRAFT5

O calcanhar de aquiles está no fato de, na maioria das vezes, a DELIRA jogar em torno de BRN, querendo aproveitar ao máximo a proficiência do mesmo com duelistas, em especial com a Raze. Uma não boa exibição deste jogador aumenta a necessidade de heat aparecer e, com isso, a equipe perde equilibrío. Há também a inconstância da equipe na Haven.

Já que consegue lidar com as equipes do mesmo nível, apresentando inconstância em alguns jogos, a DELIRA está, hoje, na porta do Tier 1. Para se consolidar nele, o time precisa, somente, obter bons resultados em torneios que contam com os gigantes do cenário e emendar vitórias contra eles. O problema é que, neste ano, o primeiro teste contra esses times acontecerá no VCB.

Brazil Vinícius “FLUYR” Menegatti
Brazil Bruno “BRN” Miranda
Brazil Olavo “heat” Marcelo
Brazil Gabriel “rhamurti” Rhamurti
Brazil Vinicius “zam” Godoy

A DELIRA estreará no Challengers Brasil contra uma equipe a qual ja venceu: SQUAD5. A diferença é que a adversária agora vem embalada por um título. Mas se FLUYR e companhia conseguir, novamente, controlar a S5, não terá dificuldades para superar este desafio

4 – FURIA

Trata-se da participante do VCB que menos a comunidade viu jogando pelas poucas apresentações que fez até o momento, participando somente a seletiva e um Desafio Gamers Club by VALORANT Zone com a escalação se chamando tropa do teddão.

Se por um lado o fato do recém-formado elenco ter jogado poucos torneios até então pode se prejudicial em relação a ritmo de partidas oficiais, por outro pode ser benéfico já que os adversários têm pouca informação dos Panteras, o que significa que eles precisarão se adaptar à FURIA durante o próprio jogo.

Na seletiva a FURIA se deparou contra times de todos os níveis, com a classificação ocorrendo contra a equipe que mais venceu em 2020: Gamelanders. Não foi uma vitória qualquer porque em ambos os mapas da série os Panteras precisaram reverter o placar, o que mostra que, apesar de novo, o time tem poder reagir a situações adversas e não contra qualquer um.

Por mais que, em outras modalidades, a FURIA já mostrou saber gerenciar elencos, preocupa ainda a capacidade de fazer dar liga um elenco estrelado e que conta com integrantes de temperamento forte. Os esportes, de forma geral, já mostraram que más fases com dream teams são mais difíceis de se reverter do que com elencos normais.

Brazil Alexandre “Xand” Zizzi
Brazil Gabriel “qck” Lima
Brazil Sergio “txddy” Oliveira
Brazil Khalil “Khalil” Schmidt
Argentina Agustin “Nozwerr” Ibarra

FURIA estreará contra Galaxy Carrots. Se tiver o mesmo bom desempenho que contra a Gamelanders, o time não terá dificuldades para superar o adversário.

3 – Imperial

A escalação que representa a Imperial foi uma das que mais ascendeu no cenário brasileiro no final do ano passado, disputando três finais seguidas e participando do First Strike. O quarto vice-campeonato aconteceu neste ano, no Ultimasters AOC, para Team Vikings.

Essa sequência de bons resultados já mostra que os Imperadores estão situados no Tier 1 do cenário brasileiro. Contudo, para ir mais longe, a equipe precisa superar esse tabu de não conseguir performar bem em grandes finais.

Foto: Bruno Alvares/Riot Games

Além disso, em algumas partidas decisivas, como na Split contra a paiN no First Strike e em três dos quatro mapas diante a Vikings no Ultimasters, o time sofreu um enorme apagão, o que prejudicou melhores resultados nos campeonatos em questão.

Evilkyk é, atualmente, a grande estrela da equipe e isso pode ser preocupante já que, caso os adversários consigam anular o jogador, a Imperial não pode ter pronto um “plano B”. Escolhido como o substituto de Txddy, Gustavo “gusstt1nha” Gabriel, precisa ser mais constante para que, com sua Raze, se torne também protagonista.

Brazil João Victor “Biscoit1n” Vieira
Brazil Kayke “Evilkyk” Arrais
Brazil Lucas “rsT” Franco
Brazil Arthur “Tuyz” Andrade
Brazil Gustavo “gusstt1nha” Gabriel

Imperial estreará no VCB contra Vikings e, para a tão sonhada revanche, a equipe precisará se apresentar muito diferente do que jogou na decisão da Ultimasters AOC.

2 – Team Vikings

Se em 2020 a Vikings era mera coadjuvante no cenário brasileiro, neste início de ano a equipe mostra que quer se tornar protagonista nas grandes competições, mesmo se tratando de um time que se formou bem recentemente.

Não há, atualmente, no cenário brasileiro um time que viva melhor momento do que a Vikings. Prova disso foi a forma como a mesma controlou os adversários de diversos níveis que enfrentou, especialmente Imperial e paiN Gaming.

Divulgação / Vikings

Passando neste ano a jogar só de Raze, gtnziN se tornou a grande estrela da Vikings, sendo impactante para a equipe em todos os duelos até então. Impressiona também o fato deste elenco atuar mais livremente, por mais que os integrantes estejam atuando de forma diferente em relação aos times passados.

Experiência na Vikings também não falta. Na escalação estão jogadores que já representaram o Brasil fora do país, em outra modalidade, é claro, como é o caso de Gustavo “Sacy” Rossi e que já venceram torneios oficiais no VALORANT, como o argentino Matias “Saadhak” Delipetro.

A incógnita sobre a Vikings está no fato de ainda não termos visto a equipe em uma situação de reverter o placar e, com isso, não é sabido se o elenco tem esse poder de virar jogos importantes, como serão os do VCB.

Brazil Gustavo “gtnziN” Moura
Brazil Gustavo “Sacy” Rossi
Brazil Leandro “frz” Gomes
Brazil Gabriel “sutecas” Dias
Argentina Matias “Saadhak” Delipetro

A Vikings terá pela frente, mais uma vez, a Imperial. Se a equipe repetir o que fez na final do Ultimasters, não terá problemas para superar novamente os Imperadores.

1 – Vorax Fusion

Essa é a equipe que todos querem ver atuar em 2021 por tudo o que o time fez no ano passado, sendo um dos que mais venceu campeonatos importantes. Além disso, apesar deste não ser o discurso público, a Vorax entra mordida no VCB com a vontade de mostrar a todos o que queria no First Strike.

O time começou 2021 em marcha lenta, o que causou a eliminação precoce na seletiva da Ultimasters AOC, caindo para open contract nas fases iniciais. Esse resultado, com certeza, deve ter ligado o sinal de alerta, mostrando que no VALORANT não se ganha com nome, mas dentro do servidor.

Divulgação / Vorax Fusion

A favor da Vorax está o fato de que a equipe foi uma das únicas que não realizou alterações no elenco na virada de temporada, mantendo assim a sinergia que construiu em 2020. Isso será fundamental neste campeonato já que grande parte dos participantes são formações recentes.

Brazil Hiago “delevingne” Baldi
Brazil Matheus “dragonite” Matos
Brazil Gabriel “v1xen” Martins
Brazil Leonardo “fzkk” Puertas
Brazil Gustavo “krain” Melara

O tropeço sofrido pelo time logo no primeiro compromisso deixa uma desconfiança no ar por não sabermos se o time já voltou a atuar 100%. O lado bom é que, na seletiva para o VCB, o time mostrou poder de recuperação ao vencer o primeiro mapa contra 3P, mesmo sendo na prorrogação.

A estreia da equipe será contra SLICK, equipe recém-criada e que vem sem a pressão de obter o resultado. Se jogar igual contra open contract, passará sufoco em mais uma MD1. Mas se jogar igual em boa parte de 2020, não terá dificuldade para superar o adversário.

CHALLENGERS BRASIL

A 1ª fase do VALORANT Challengers Brasil será disputado a partir deste sábado (30), com a participação de oito equipes. O VALORANT Zone cobrirá a competição, a qual você poderá acompanhar clicando aqui.

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